Cresce a flotilha de Ubatuba na Copa Mitsubishi
Pouco mais de 20 milhas separam Ilhabela de Ubatuba e nos últimos anos a gente percebe que esta distância está “ficando menor”, com novas equipes do município vizinho engrossando a flotilha e se juntando a alguns “veteranos” de outras edições.
Quem não se lembra do Montecristo, de Julio Cechetto? Sessentão, de Alain Simon? Do Nomade, de Mauro Dottori, Aries de Alex Calabria? Argos, de Jaime Cupertino? do Tabarly, de Fábio Rivetti? Todas estes estiveram conosco desde as primeiras edições, mas recentemente uma nova geração tem marcado presença nas etapas da Copa, muitos integrantes de um grupo de velejadores chamado “Ubalegria” que promovem a vela na região.
O Malagueta IV, de Fabio Tenório, por exemplo, participa de todas as edições desde 2022: “compramos o barco em 2021 e começamos a participar a partir da primeira edição do ano seguinte, mas já havíamos participado antes com nosso veleiro anterior, o Anauê”, lembra o comandante Fabio.
Mais ou menos nessa época, começou também a frequentar a Copa o Beleza Pura 2, de Felipe Degan Ferraz e o Blu 1, de Marcelo Ragazzo.
Aliás, dos três citados, só o Beleza Pura não virá nesta etapa de abertura, já que está em manutenção.
A essa galera se juntam algumas equipes que estão vindo pela primeira vez de Ubatuba, como Split, de Edward Starr, que retorna às regatas depois de ter velejado bastante na represa de Guarapiranga: “já velejei em várias classes como Hobie Cat 14, Marreco 16, Minioceano (RGS) e Microtonner 19, inclusive fomos campeões paulista em 1993 na minioceano com um veleiro Alpha 20.
Depois de muito tempo sem velejar no ano passado comprei o Split para voltar a participar de regatas, dessa vez no litoral”, comenta o comandante.
Para quem não sabe o Split é o antigo Maestrale, do comandante Adalberto Casaes, um barco bastante competitivo: “mas nossa expectativa é aprender, pois o Split é um barco muito bom mas somos muito novatos. Precisamos adquirir experiência, conhecer melhor o barco e nos entrosarmos como equipe para almejar alguma posição no pódio no ano que vem.
Os tripulantes serão o meu genro Denis Firmino, os meus amigos Herman Franz, Mena Barreto e Vinicius Lacerda, além do Juan que estará participando de uma regata conosco pela primeira vez”.
O caminho do Split é bastante natural, e uma das coisas mais gratificantes na vela é ver equipes iniciantes, com o passar do tempo, se tornarem melhores e mais competitivas, como aconteceu com o Blu 1 e o Malagueta:
“Velejar em Ilhabela é sempre maravilhoso. Os barcos são competitivos, sempre em alto nível, não é fácil e isso torna cada etapa e campeonato uma história diferente, com um aprendizado sempre gigantesco”, comenta o comandante Fabio Tenório.
“Sempre digo para os que estão indo pela primeira vez: ‘depois que velejou nos ventos da ilha, tudo se torna mais simples’, completa Fabio.
Outra equipe “novata” de Ubatuba é a do veleiro Santosha, que está estreando na Copa Mitsubishi:
“Vai ser uma mudança de ares, uma oportunidade para conhecer o evento e velejar em uma raia diferente da de Ubatuba, com a qual estamos acostumados”, comenta o comandante Silvio Pina.
Outro velejador experiente que volta e meia aparece por aqui e já confirmou presença com o veleiro KaMua é André Torrente, instrutor de vela em Ubatuba, dono do clássico Kakalé e do veleiro Angatu, onde forma novos velejadores:
“Desta vez vamos de KaMua. Reunimos um grupo de novos velejadores para vivenciar as experiências da vela de competição, aproveitando a própria travessia de Ubatuba para Ilhabela como uma oportunidade de aprendizado e depois mostrar a esses novos comandantes o quanto as regatas são uma oportunidade para velejar se divertindo”, finaliza André Torrente.